
Da geração Diego e Robinho para a geração Neymar e Paulo Henrique. Grandes diferenças em campo, notórias similaridades na administração. Em 2002 estava o Santos fadado a lutar para não cair, na perspectiva da imprensa. Com o time sem grana (toda ela gasta em equipe com medalhões no ano de 2001) a esperança do torcedor santista naquele ano era no máximo conquistar uma vaga para a Libertadores. Mentira, naquele ano, antes do Nacional, a gente não sonhava com nada além de não cair, como a imprensa falava. Ninguém fora a própria equipe de Emerson Leão acreditava naqueles novatos desconhecidos, creio que nem Marcelo Teixeira, que viu assim cair em seus braços uma geração que hoje recheia clubes estrangeiros e a seleção brasileira.
Já na atualidade santista: o presidente é o mesmo daquele tempo glorioso, a situação financeira é a mesma (vendeu uma geração pro futebol Europeu e conseguiu chegar em 2009, praticamente, afundando em dividas astronômicas); porém, hoje existe um agravante que é mais tenso do que o agravante que existia naquela época - o fato de que o restante da equipe é fraquíssimo, principalmente no que diz respeito a lateral-direita e zagueiros. Se naquele tempo podíamos nos dar o direito da dúvida em relação a real conseqüência que aquela geração de jogadores conseguiria atingir, neste atual tempo não é permitido esse direito, pois sabemos logo após assistir o primeiro tempo de qualquer partida do Santos que a falta de titulares capazes para determinados setores e um banco de reservas decente não dão chances para que exista sonhos com uma posição privilegiada neste Nacional. Luxa, mesmo ele que quando é mais treinador do que empresário faz milagres, não conseguirá tirar leite de pedra. O elenco do Santos é cafajeste, existem intrigas, corpo mole, falta de determinação, amor ao trabalho, existe vagabundagem no Santos. A desunião é um câncer para qualquer trabalho em grupo, onde cada elemento é parte de um todo que precisa funcionar com harmonia seo desejo for os bons rendimentos. Caso Luxa consiga sanar o problema deste grupo, o que duvido muito, o Santos pode até se classificar para a Libertadores, quiçá ser campeão. No entanto, uma pergunta fica no ar: você acreditaria em um time que tem Roni como primeira opção pro ataque? É rir para não chorar na véspera da tragédia.
Na conclusão sobre a comparação entre as duas gerações santistas fica a certeza de que: o continuísmo do presidente, sendo vencedor ou perdedor, leva sempre às desgraças financeiras o clube que escolhe essa forma de administração. Pelo menos no Brasil, os grandes clubes que optaram pela política do continuísmo fracassaram grandemente em suas pretensões, cito para ilustrar o Palmeiras de Mustafá, o Corinthians de Dualib e o Flamengo de Cleber Leite. Não nego que ganharam campeonatos tais presidentes, entretanto o que fica no fim de tudo é uma enorme conta para pagar depois da festa.

Nenhum comentário:
Postar um comentário